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domingo, 14 de abril de 2013

Clássico nada clássico

Destaques das equipes, Tallys e Jefferson Renan
querem voltar a render no "clássico"
Neste domingo Central e Porto entram em campo por nada. Se por um lado a partida merece destaque por ser o dérbi caruaruense, por outro está longe de ter o brilho dos grandes clássicos. Nada da rivalidade que a imprensa tenta criar, nada de "Clássico Matuto" (sic!). Apenas o confronto da tradição contra quem nasceu ontem e deverá morrer amanhã.

Em se tratando de disputa, o jogo deve ser tão morno que há quem prefira perder o jogo. Parte da torcida alvinegra considera a derrota interessante por permitir ao alvinegro jogar quatro vezes em Caruaru na próxima fase, três como mandante e uma como visitante para o próprio Porto. Do lado de lá, o pensamento é o mesmo. 

Metade da torcida do Gavião, mais precisamente dois guris, um velho e um cachorro, preferiam perder para evitar que a Patativa se beneficiasse das posições finais para jogar quatro vezes no Monumental. A comissão técnica tricolor faz coro ao discurso e vai poupar alguns de seus principais jogadores, caso do artilheiro Joélson. As esperanças da equipe recaem, portanto, sobre o jovem e talentoso meia-atacante Jefferson Renan. 

Do lado alvinegro, Leivinha continua perdido e não definiu sequer o esquema que vai utilizar. Sua dúvida é entre escalar um segundo volante na sua posição de origem ou como terceiro zagueiro. Na frente, o torcedor centralino aposta na volta do futebol de Tallys e Johnathan Goiano. Apesar de uma derrota acabar beneficiando a equipe no octogonal, vencer hoje ajudaria a levantar a moral da equipe e reconquistar a confinça do torcedor após dias conturbados no clube.

Em jogo, não haverá rivalidade nem briga por posições na tabela. Após o anúncio da diretoria do acordo feito para quitar os salários atrasados, a equipe parece ter acordado e conseguido atuar melhor na última rodada contra o Salgueiro. Diante da torcida, o clássico pode servir como prova de fogo para o grupo mostrar do que é capaz na próxima fase. Fiel como sempre, o torcedor centralino vai pagar pra ver.

Avante Patativa!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Central 1x0 Belo Jardim: menos futebol e mais coração

Time jogou para o gasto e garantiu os 100% de aproveitamento em casa na temporada
Imagem: Movimento Coração Alvinegro
Para o torcedor que não ficou tão satisfeito com o futebol apresentado na última partida do primeiro turno, o jogo deste domingo provou que não há nada que não possa piorar. Desfalcado de Tallys e Cléber, dois motores do meio-campo da equipe, e enfrentando um adversário muito bem organizado defensivamente, o Central sofreu para sair com os três pontos na estréia do segundo turno do Pernambucano 2013.

A falta do camisa 10 deixou a equipe perdida em campo. Luiz Fernando buscou bastante o jogo e foi um dos melhores em campo, mas ainda assim a falta de Tallys foi sentida. Na contenção, Diego Góis e Fernando Pires abusaram das faltas e proporcionaram momentos de perigo para a meta de Rodrigão com as faltas cometidas. No ataque, Fumaça saiu fumaçando ao ser substituído ainda no primeiro tempo e sobrou para Johnathan Goiano trabalhar sozinho no ataque e aguentar a forte marcação do Calango.

O ponto do alto da equipe foi a defesa. Rodrigão foi bastante exigido e mostrou por que se tornou ídolo da torcida alvinegra. Na linha defensiva, a opção por Paulo Vítor na esquerda deu mais tranquilidade ao time, Ítalo e Gustavo entraram mais uma vez bastante seguros e Thiago Araújo brilhou em campo, com grandes desarmes e acionando Johnathan Goiano para as tabelas que criaram algumas chances de gol para a Patativa.

Não foi uma partida brilhante, mas o gol ainda na metade do primeiro tempo tranquilizou o torcedor, que encarnou o espírito de luta da equipe e apoiou até mesmo nos momentos de erro. Começar com o pé direito foi fundamental, apesar do placar magro, batemos o terceiro colocado do primeiro turno, mantivemos os 100% de aproveitamento em casa e começamos na briga pelo turno. 

E foi justamente com três pés direitos que conquistamos a vitória. Da direita de Fumaça veio o passe para Goiano, que abriu sua direita fazendo o corta e deixou Jorge Luiz livre na entrada da área. O meia esperou o tempo certo e fuzilou de direita no canto. Time vencedor que se preze não escolhe adversário, trata todos da mesma maneira e busca os três pontos a qualquer custo. O torcedor centralino saiu satisfeito mesmo sem ver um bom espetáculo no Lacerdão. Mais importante foi ver mais uma mostra de que esse time é cada vez mais a cara do Central, um time com DNA vencedor.


Contratações

A expectativa é de que algumas novas caras surjam na equipe durante essa semana. O diretor de futebol Adriano Coelho deu entrevista para a 102/Cultura antes da partida e falou sobre as novas contratações. Em destaque, falou do acerto com um zagueiro que está em atividade e que apenas aguarda a liberação do seu clube atual, o que deve acontecer nessa segunda-feira (25). Só então o reforço seria anunciado. Neste domingo, o procurador do atleta almoçou com o presidente Sivaldo Oliveira em um restaurante aqui em Caruaru.

Atuando com regularidade,
Fabão pode ser novo reforço
O diretor se limitou a dar informações mínimas sobre o jogador em questão, mas foi o suficiente para que se possa ensaiar alguma especulação em cima de um nome. Segundo Adriano, este zagueiro tem 1,87m, esteve em campo no último sábado e só terá sua contratação viabilizada graças a uma parceria feita pelo clube, já que seria difícil encaixar o salário do atleta no atual orçamento da Patativa. Além do mais, destacou que o jogador teria espaço em muitas equipes das Séries A e B.

Neste perfil, é possível chegar ao nome do experiente zagueiro Fabão. O atleta corresponde às características dadas por Adriano Coelho e esteve em campo no sábado atuando pela equipe do Sobradinho/DF na vitória por 3x1 em cima do Brazlândia. Foi justamente do futebol do centro-oeste que vieram várias contratações da equipe para a atual temporada. Adriano Coelho inclusive já trabalhou no futebol do Distrito Federal, na companhia do atual treinador alvinegro Ricardo Oliveira.


Acompanhe os lances de mais uma vitória alvinegra na reportagem da TV Replay

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Central 2x1 Ypiranga: vitória sem frustração!

Vitória não trouxe vaga na Copa do Brasil mas foi muito comemorada pelo torcedor
Imagem: Blog Centralino

Certa vez um renomado técnico do nosso futebol brasileiro falou que o gol era apenas um detalhe. Ora, que declaração infeliz! O gol é o gol, somente isso, sem mais palavras. O lance que levanta o torcedor em seu maior estado de êxtase é maior momento do esporte. Do esporte, pois esporte é futebol, o resto é educação física. Ontem faltou um gol para a torcida centralina comemorar o título do primeiro turno e a conquista da vaga na Copa do Brasil do próximo ano.

O gol não faltou sair aqui no Lacerdão. A depender do resultado daqui, precisaríamos na verdade de mais dois gols. Faltou, então, o gol lá em Belo Jardim, para a equipe da casa segurar o empate com o Náutico e colocar a vaga nas nossas mãos. Para que o título simbólico do primeiro turno ficasse em Caruaru, nossa missão era a de golear o Ypiranga, no chamado "Clássico" da Sulanca. Quantas vezes nós goleamos o Ypiranga nos últimos anos? Não goleamos.

Era difícil acreditar dessa vez, pelo motivo de sempre: a mística do sofrimento centralino. Nenhum torcedor tinha dúvida da vitória, mas muitos foram ao Lacerdão esperando um jogo duro. Viram mais do que isso. Um Central apático que em nada se parecia com o time aplicado que vencera o Náutico nos Aflitos na rodada anterior. Um Ypiranga péssimo, mas que cresceu em campo unicamente pelo compromisso de encarar do outro lado a camisa alvinegra.

Juninho passa confiança a
Fabiano no intervalo:
Goleiro tem sido importante
pelo espírito de grupo
A história dos jogos, aqui e em Belo Jardim, todo mundo sabe. Da morta lateral esquerda aos dribles excessivos de Fumaça, que dessa vez acabaram sempre dando errado. Mas aqui não é terra de gente frouxa, aqui ninguém foge da luta e joga a toalha. Assim foi o time. Se a técnica de Tallys e Jonathan Goiano não foi suficiente para construir a vitória, ela veio no peito e na raça. Na vontade de Zulu e Jorge Luiz, que entraram dispostos a dar novo ânimo ao time e ao torcedor, e conseguiram.

Se perguntarem ao torcedor Patativa qual o seu sentimento hoje, com certeza um misto de orgulho e alegria. É na dificuldade que o alvinegro sorri, se deleita. Uma vitória buscada aos 46 minutos do segundo tempo, de virada, com requintes de crueldade, deixa qualquer centralino mais feliz que um tranquilo 3x0 imposto ao longo da partida. 

Então não há tristeza ou decepção. A vaga na Copa do Brasil (e na Série D) virá no segundo turno, com a equipe brigando de igual para igual com o trio da capital e disputando as finais do campeonato. O time já mostrou que pode, já mostrou que tem brio. Domingo o campeonato começa para valer. A cada rodada desse primeiro turno o time foi se ajustando e mostrando sua cara, agora é chegada a hora da Patativa voar.

Avante Patativa!

Classificação final do primeiro turno

Os lances da partida na reportagem da TV Replay com Edvaldo Magalhães:





domingo, 17 de fevereiro de 2013

Náutico 0 x 1 Central: Cadê o caldeirão?

O futebol até dá espaços para a sorte e acontecimentos ao acaso, mas, no geral, tudo é questão de trabalho, comprometimento e união. A Patativa foi ao Recife neste sábado disposta a deixar a briga pelo primeiro turno ainda mais parelha, e conseguiu. Com uma postura tática impecável, a equipe soube defender com tranquilidade os rápidos ataques do Náutico e explorar os contra-ataques no talento do trio ofensivo formado por Tallys, Fumaça e Jonathan Goiano. Foi a fórmula perfeita para bloquear as investidas do líder e furar a defesa de uma equipe que não costuma perder em casa.

Não costuma perder, mas perde. Tradicionalmente, o Central sempre complicou a vida do Náutico, sendo a terceira força do estado durante a década de 80 e deixando o alvirrubro para trás. Mais uma vez, não tomamos conhecimento do modesto clube da capital e jogamos um futebol de igual para a igual, porém com mais aplicação e melhor postura. Nada que Vagner Mancini fizesse seria capaz de parar o Carrossel Caipira formado por Ricardo Oliveira.

A equipe mostrou nítida evolução e percepção do trabalho imposto pelo novo técnico, que chega a sua terceira vitória em três jogos no comando da Patativa. Era o que faltava para um grupo com espírito de vitória, união e humildade. Os ingredientes ideais para que se construa um time campeão. O Náutico, que costuma usar a força da torcida como fator diferencial, apequenou-se ontem nos Aflitos e viu o Central ser o grande da noite. 

A morna torcida alvirrubra não foi capaz de empurrar uma equipe que se jogar do outro lado da Rosa e Silva, perde. E é por isso que a Patativa tem grandes chances de sair com o título do primeiro turno na quarta. O verdadeiro caldeirão, o alvinegro, deverá ferver em festa. É bom lembrar que da última vez em que o Central entrou em campo em um jogo decisivo e precisando torcer contra o Náutico, o nosso adversário era o mesmo Ypiranga da próxima quarta, o ano era 2007 e a última rodada valeria o vice-campeonato estadual e a consequente vaga na Copa do Brasil. Deu certo, vencemos o freguês Ypiranga e vimos o Náutico, em pleno caldeirão "xôxo", tropeçar diante do Vera Cruz. Coincidências que nos fazem acreditar que venceremos outra vez.

O JOGO
As flechas alvinegras foram, de fato, alvinegras neste sábado. O uniforme prata ficou no armário e a Patativa foi a campo com a tradicional camisa preta e branca. A defesa armada pelo arqueiro Ricardo Oliveira foi composta pelo capitão Ítalo, Gustavo e Paulo Vítor. Teve uma atuação perfeita, segurando o veloz ataque alvirrubro e passando orientação para a saída de bola da equipe. Quando a defesa não foi capaz de segurar o adversário, o goleiro Rodrigão esteve lá para pegar tudo o que chegou a sua meta. A cabeça de área foi formada por Cléber e Diego Góis, que marcaram com maestria e fizeram muito bem a ligação entre defesa e ataque. Fernando Pires e Carlos Lima podem ficar fora da equipe que não farão falta alguma. Foi dos pés de Diego Góis que saiu o forte chute em cobrança de falta que fez o goleiro alvirrubro bater roupa e espalmar a bola nos pés de Tallys, que flechou para o gol e garantiu o resultado para o alvinegro patativa. 

Com liberdade para atacar, os alas subiram e apoiaram bastante o meia Tallys na criação. Pela esquerda, Júlio César vem mostrando bela evolução a cada partida e levou muito perigo ao gol adversário em chutes de fora da área. Já Tiago Araújo, na direita, não foi o mesmo da última rodada. Ficou perdido na marcação e viu o Náutico fazer todas as investidas de ataque em suas costas. No apoio foi pouco objetivo. 

Na armação, Tallys acabou com o jogo. Fez o que quis, esbanjou futebol e demonstrou bem o que é esse grupo na comemoração do gol. Com um largo sorriso estampado na cara, escancarou felicidade junto com o volante Cléber e mostrou que o combustível da equipe está justamente na alegria em jogar e vencer. O ataque esteve perfeito em campo, com Fumaça prendendo a bola e explorando suas jogadas individuais e Jonathan Goiano correndo o campo todo de forma incrível. Que gás tem esse garoto. Só não jogou no gol, de resto, esteve em todos os lugares do campo.

Parabéns ao grupo de jogadores e comissão técnica. Jogo fantástico!


Assista aos melhores momentos da partida na reportagem da TV Replay, com Edvaldo Magalhães:

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