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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Central atropela o Serra enquanto autoridades atropelam o futebol

Artilheiro Johnathan comemora seu terceiro gol com a torcida e é expulso. Mais uma bola fora das
autoridades do nosso futebol.
Assim que entra no estádio, um jovem abre sua bandeira alvinegra, de cerca de um metro por um e meio. Antes da bola rolar, a alegria de um domingo de futebol é em parte desfeita por um homem de quepe e cassetete na cintura. A ordem é para recolher a bandeira.

Não adiantaria procurar motivos para a proibição da sólita bandeirinha. Não havia mastro, não havia dizeres ofensivos, apenas as cores alvinegras e o símbolo centralino erguido ao centro. Apenas o orgulho de ser centralino representado por alguns centímetros de pano.

O jogo começou e o Central se fez grande, jogou o futebol dos vencedores incontestes e levou seu torcedor a apoiar o time a cada jogada. Em um raro momento onde só há espaço para o amor no futebol, não houve tempo para críticas nesta tarde de domingo no Lacerdão.

Mais que a aplicação tática de cada equipe, hoje é preciso entender como o extra-campo tem minado a espontaneidade do futebol. Os três tentos marcados pela Patativa e os três pontos que reafirmaram o Glorioso na liderança do octogonal se tornaram detalhes.

Enquanto dentro de campo as equipes continuam lutando por títulos e classificações, fora dele federações e autoridades policiais cumprem o papel de adestrar os torcedores. Por enquanto, ainda se pode levantar e gritar, mas em pouco tempo isso deverá ser brutalmente retirado da cultura do torcedor.

Em pouco mais de um mês, Pernambuco será palco da Copa das Confederações, competição onde já não se pode fazer muita coisa. O torcedor deve assistir a partida obrigatoriamente sentado e entra outras coisas não poderá fumar, portar objetos como faixas e cartazes e, o pior, estará proibido de xingar jogadores e árbitros.

Imagine você, torcedor alvinegro, sendo proibido de desferir palavrões e xingamentos durante a partida. Um senhor que assistia o embate ontem entre Patativa e Cangaceiro perto de mim ficaria extremamente decepcionado. O futebol deixaria de ser a arte do sentimento espontâneo e passaria a ser um espetáculo morno e chato.

Este adestramento vai além das arquibancadas e invade as quatro linhas. Hoje o atleta polêmico e falastrão que agitava as rivalidades se tornou figura rara. O jogador precisa ser bom moço, bundão, apenas balançando a cabeça, sem questionar. Até a emoção de um gol é retirada inescrupulosamente do atacante.

Ontem Johnathan Silva acabou com o jogo. Balançou o capim três vezes, encostou na artilharia mesmo tendo feito um número menor de jogos no campeonato. Vem superando as adversidades e mostrando por que é diferenciado. No terceiro gol, um golaço, foi comemorar no alambrado com a galera, tomou o segundo amarelo e foi expulso. Saiu chorando, pediu desculpas.

Pois quem deveria pedir desculpas a esse jovem seria o árbitro Gilberto Castro Júnior, os tribunais e as federações pelos quatro cantos deste mundo onde a bola rola na relva. Desculpas a este jovem que não tem culpa de ser um craque, artilheiro nato, trabalhador, humilde. Todos deveriam sentir vergonha de assassinar a alegria de um garoto de 23 anos, no calor da emoção de quem decide uma partida.

O futebol fica em segundo plano sempre que "autoridades" aparecem mais que a bola e tentam, de alguma forma, acabar com a alegria do nosso esporte. A elitização do futebol passa necessariamente pela eliminação dos torcedores apaixonados, dando lugar a bobões que estão ali "pelo espetáculo". O que mais aconteceu na partida de ontem é apenas um detalhe. Estamos de luto pelo nosso bom e velho futebol.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Pré-jogo: se chover, o bicho pega

Tallys desequilibrou no primeiro turno. Seus passes são a esperança de nova vitória hoje

Ontem foi dia de São José e dizem que se chover nesta data, a colheita do milho é garantida em junho. Como terra da maior festa junina do mundo, isso muito nos interessa. Nos arredores do agreste, e até no sertão, tivemos lampejos de chuva durante a terça. Então pode preparar a fogueira que vai ter milho pra assar. Hoje no Luiz Lacerda, pode chover também.

Central e Náutico fazem às 22h o único jogo da quarta-feira - a rodada será complementada no fim de semana. A julgar pelas apostas dos treinadores no ataque, deve chover bola na área das duas equipes. Leivinha e Mancini apostam em homens com presença de área, atuando como referência. Será um tormento para duas defesas que deixam seus torcedores em estado de desespero a cada bola cruzada na área.

Na Patativa, a aposta é em uma dupla formada por homens de referência. Zulu e André Nunes terão a missão de segurar a defesa do Timbu, criando espaços para os avanços de Tavares, que jogará aberto como um terceiro atacante, de Tallys e dos laterais Jean Batista e Thiago Araújo. Pelo lado alvirrubro, Élton é o artilheiro do campeonato e sempre leva perigo em bolas altas.

Leivinha pela primeira vez dará sua cara ao time. O esquema proposto pelo treinador para hoje é semelhante ao que ele aplicou ao Belo Jardim durante o primeiro turno. Na ocasião, Leivinha foi derrotado por 3x2 para o Náutico na última rodada, mas chamou atenção o poder de reação da equipe, que buscou o resultado após estar perdendo por 3x0.

Na zaga, Gustavo está suspenso, no seu lugar entra Paulo Vítor. Ao contrário do que chegou a ser anunciado, o zagueiro Alemão ainda não ganhou condição de jogo. No meio, a semana foi de mudanças para o alvinegro. O torcedor foi pego de surpresa com o anúncio do empréstimo de Diego Góis ao Gama/DF. Fernando Pires sumiu e ainda não deu as caras. Com isso, Douglas Amaral ganhará a primeira oportunidade entre os titulares, ao lado de Cléber.

O adversário

Nem os alvirrubros estão com confiança plena para a partida de hoje. A equipe parecia ter se recuperado bem da derrota para o próprio Central no primeiro turno e obteve uma ótima sequência até a rodada passada, quando teve a primeira prova de fogo. A derrota para o Sport no clássico constatou com o time não joga uma bola tão redonda assim. A falta de movimentação do meio-campo fez Mancini modificar a dupla. Jogarão Martinez e Marcos Vinicius no lugar de Vinicius Pacheco e Giovanni Augusto. Em relação ao time que perdeu para o Sport, o Náutico que vem a Caruaru hoje será um time de mais movimentação e levará perigo nas bolas paradas. O meia Martinez esteve em campo no Central 1x5 Palmeiras pela Copa do Brasil 2008 e marcou para o alviverde.

O jogo

Os dois treinadores não apostam nas bolas aéreas à toa. A bola alçada na área vem sendo justamente o ponto fraco das duas defesas. Central e Náutico se assemelham por terem zagueiros bons no combate mas que têm dificuldade em subir no tempo certo da bola. Leivinha apostará em um esquema aberto, com Tallys e Tavares caindo pelos lados e André Nunes e Zulu se revezando na função de pivô. É uma aplicação do esquema que tem sido utilizado por diversas equipes de destaque no futebol. Vale a pena apostar também nos arremates de fora da área, já que o goleiro alvirrubro costuma bater roupa. Foi em um lance do tipo que garantimos o gol da vitória nos Aflitos no primeiro turno.

Arbitragem

Pouco vem se falando sobre a polêmica envolvendo a arbitragem do duelo entre Patativa e Timbu. Sandro Meira Ricci chegou a ser escalado após sorteio, mas viu a FPF intervir e realizar novo sorteio. A repercussão foi maior por um dia antes o presidente alvirrubro ter desafiado a comissão de arbitragem a escalar Ricci em outro jogo do Náutico. O presidente da equipe da capital transferiu para o árbitro a responsabilidade pela derrota no clássico de domingo. A justificativa da FPF é que foi um erro incluir Ricci no sorteio, uma vez que o regimento interno veta a possibilidade de um mesmo árbitro apitar duas partidas seguidas de um clube. Quem apitará o jogo de hoje, portanto, será Gilberto Freire. Dá pra confiar?

FPF "desescalou" Sandro Meira Ricci após sorteio

Avante Patativa!

segunda-feira, 18 de março de 2013

Ypiranga 2x1 Central: tomaram na mão grande

A apatia é a falta de emoção, motivação ou entusiasmo. É praticamente um estado de indiferença. Ontem eu não estive no Otávio Limeiras Alves, mas, mesmo de longe, vou defender a equipe centralina das críticas dos que chamaram o time de apático na atuação de ontem. O entusiasmo esteve claro na comemoração de Ítalo após seu gol de empate, beijou a camisa, correu todo o campo e foi saudar a torcida, selando a paz após tantos episódios conturbados.

Em campo havia motivação. Seja motivação financeira pelo bicho oferecido pela vitória, seja pela oportunidade da equipe entrar no G4 e se envolver na briga pelas finais do campeonato. A emoção também era marca de um time que na última rodada venceu um jogo complicadíssimo, faz as pazes com a vitória e comemorou unida, com vibração. Então de onde vinha a tal apatia apontada por muitos? Da boca das pessoas de sempre.

Não assistir a uma partida e se colocar a comentá-la é um risco que não vale a pena correr. A chance de ser injusto com alguns atletas, e até com o time inteiro, é grande. No grito de emoção forçado do rádio, onde bolas a quinze metros da meta passam tirando tinta da trave, o torcedor se perde e aceita a opinião alheia como verdade. E como confiar em gente que passou a semana dizendo que o empate seria o resultado a ser buscado em Santa Cruz do Capibaribe? Impossível.

O Central foi em busca da vitória e jogou para trazê-la. Não contava com a bandidagem do apito de barro do senhor Nielson Nogueira Dias. Em um pênalti escandaloso no primeiro tempo e outro, no mínimo, discutível no segundo, o Ypiranga fez seus dois gols. Se não bastasse, a primeira penalidade foi repetida equivocadamente, contrariando qualquer interpretação da regra possível. Em outras palavras, o Senhor Nielson inventou. Com a revolta típica de um torcedor, Diego Góis bateu boca e foi expulso.

A partir de então, jogar a maior parte da partida com um jogador a menos e com uma arbitragem tendenciosa militando contra foi o que se viu no jogo. Não deu pra suportar. O Ypiranga chegou mais pelas circunstâncias que se desenvolveram a partir de então. Com dez homens em campo, Leivinha teria duas possibilidades. Armar uma equipe defensiva e se proteger do volume de jogo criado graças à vantagem númerica adversária, ou colocar seu time pra cima, mantendo a mesma postura e buscando o resultado. Escolheu a segunda opção.

A Máquina de Costura passou a chegar com perigo graças à nossa exposição no meio-campo. Com três homens apenas, dávamos espaço quando estávamos sem a bola. Escolhemos matar ou morrer. E morremos. Chegávamos principalmente pelas laterais e finalizávamos sem objetividade, dando a posse de bola ao adversário que contra-atacava com perigo. Sem objetividade também do lado de lá, o gol da vitória do Ypiranga só viria em mais uma intervenção da arbitragem.

Para que uma providência seja tomada em relação ao que quer que seja, uma tragédia precisa acontecer. Tem sido assim com as torcidas organizadas, foi assim com a questão das casas noturnas após a tragédia de Santa Maria. E talvez só uma tragédia para que se repense a trágica arbitragem pernambucana. Em suma, será que vai ter que morrer alguém?

Não é mero choro de perdedor, faça o teste. Coloque o nome de qualquer árbitro pernambucano em um site de buscas. Os principais resultados serão de reclamações e protestos por parte de clubes de várias regiões do país, por atuações tendenciosas em Campeonatos Brasileiros. A situação é alarmante e interfere diretamente no nível técnico do campeonato. Os clubes sofrem não só pela incompetência, mas também pela ma fé. O ocorrido deste domingo ilustra bem isso. Entramos em campo com possibilidades de terminar a rodada na quarta colocação e, por força do apito, terminamos na lanterna.

Em Pernambuco, geralmente os árbitros são assim. Uns são policiais, outros são ladrões. Em alguns casos, se encaixam nas duas categorias. O senhor Nielson Nogueira Dias é mais um destes, uma vergonha como homem e como profissional. Com toda a repercussão gerada pelo que ocorreu na partida, uma rádio fez questão de destacar o quanto o presidente Sivaldo Oliveira estava revoltado. Pois então, presidente, o senhor também não fica atrás. A arbitragem pernambucana é a sua cara, a cara da picaretagem e da incompetência.

Acompanhe os melhores lances da partida na reportagem da TV Replay:



segunda-feira, 11 de março de 2013

Futebol de segunda

Brigas entre torcidas têm prejudicado os
verdadeiros torcedores nos estádios
 (Imagem JC/Online)
O fim de semana centralino foi de abstinência de futebol. Graças aos lamentáveis episódios de violência registrados nos nossos estádios recentemente, o Ministério Público de Pernambuco começou uma caçada contra as torcidas organizadas e determinou que os três clubes da capital estão proibidos de jogar no mesmo dia no Recife. Por isso, a 5ª rodada foi dizimada. O Náutico jogou no sábado, o Sport ontem e o Santa Cruz entrará em campo hoje, segunda-feira, para enfrentar a Patativa no encerramento da rodada.

Quem acordou neste domingo na ânsia de um domingo comum de futebol, se decepcionou, pagou o pato por quem não sabe torcer. Prejuízo para o nosso adversário, que em uma segunda-feira não conseguirá ter o mesmo público que teria jogando no fim de semana. Para nós, que estamos um pouco mais distantes, o benefício da transmissão pela TV fechada. O canal Premiere transmite ao vivo a partir das 19h50 de hoje.

Em campo, os três pontos valem a tranquilidade para os treinadores das duas equipes. Ricardo Oliveira precisa da vitória para trazer a paz de volta ao dia-a-dia alvinegro. Com a sequência de três jogos sem vitória, alguns torcedores ensaiaram alguns protestos contra a diretoria nos treinos do Central na última semana. Com o bom desempenho do time no primeiro turno, o torcedor tem afirmado que a queda do rendimento se daria por fatores extra-campo.

Derrota hoje pode colocar em
dúvida o trabalho de Matelotte
No time Coral, Martelotte precisa recuperar sua equipe da derrota sofrida na última partida disputada no Arruda, contra o Salgueiro. O tricolor está na terceira colocação e deixar de pontuar em mais um compromisso em casa seria ver os rivais Náutico e Sport se distanciando na tabela.

O apito ficará por conta do alagoano Francisco Carlos. O árbitro é bastante questionado por seu desempenho abaixo da média. Só em 2011, Ceará, Grêmio e Atlético/PR fizeram representação contra o árbitro por partidas em que ele teria influenciado no placar. No Brasileirão do ano passado, Francisco Carlos arbitrou o jogo entre Internacional e Palmeiras no Beira Rio, quando o atacante palmeirense Barcos fez um gol de mão e o árbitro anulou o gol com base em informações externas, o que é proibido.

Ao longo dos anos, a Patativa criou uma rivalidade com o Santa Cruz pelas inúmeras vezes em que complicou pra cima do tricolor da capital. A expectativa de Ricardo Oliveira é de, mais uma vez, conseguir um grande resultado jogando em Recife, semelhante ao que foi feito diante do Náutico no primeiro turno. E foi justamente quando enfrentou esquemas montados em contra-ataques que o Santa Cruz sofreu na temporada, sendo eliminado da Copa do Nordeste em casa diante do Fortaleza. 

Para vencer o jogo de estratégia contra
o tricolor, Ricardo aposta em novas
armas para o ataque.
Para reforçar o poder de fogo alvinegro, Ricardo deverá promover a estréia dos atacantes André Nunes e Tavares. Outra novidade é a volta do meia Tallys, recuperado de lesão. Mais do que voar adiante, a Patativa precisa começar a acertar a bicada e os homens de frente voltar a balançar a rede. E não há adversário melhor para recuperar o Central senão o Santa Cruz. E quando tem transmissão pelo Premiere, então, a gente já sabe: essa Patativa se amostra!

AVANTE PATATIVA

quarta-feira, 6 de março de 2013

Hora de voltar a vencer

A Patativa entra em campo às 20h desta quarta-feira para encarar a equipe do Chã Grande, pela quarta rodada do segundo turno do Pernambucano 2013. O adversário, estreante no Pernambucano, não reúne condições de jogo em seu estádio e tem mandado suas partidas no estádio Carneirão, em Vitória de Santo Antão. Expectativa de um bom número de alvinegros presentes para incentivar o time.

Em campo estará o destino do Central em jogo. Há duas rodadas sem vencer, a vitória é essencial para trazer de volta a confiança ao torcedor e manter a equipe na briga por uma das quatro vagas nas finais do estadual. Do outro lado, o Chã Grande vem no desespero de quem segura a lanterna, sem nenhuma vitória nos três jogos disputados na fase atual. Portanto, só a vitória interessa para as duas equipes, que buscam reabilitação no campeonato.

Enquanto o Chã Grande repetirá a escalação da última rodada, quando perdeu para o Náutico, o técnico Ricardo Rocha não poderá fazer o mesmo com o Central. Machucado, o zagueiro Gustavo dá lugar a Paulo Vítor, e Carlos Lima deverá compor o meio campo no lugar de Tallys, que segue poupado. A julgar pela escalação alvinegra, é possível prever uma equipe com uma postura menos ofensiva. O que não quer dizer que o Central entrará na retranca hoje.

O castigado gramado do Carneirão vem recebendo, além dos jogos do Chã Grande, as atividades da equipe feminina da Acadêmica Vitória, que disputa a Copa do Brasil feminina. O excesso de trabalho tem prejudicado a qualidade do campo, interferindo no nível das partidas e na forma de jogar das equipes. Entrar com três volantes é uma aposta de Ricardo Rocha para ganhar poder na saída de bola. 

Ciente de que  o gramado não oferece condições para trabalhar bem o toque de bola da equipe, o treinador quer ganhar o meio-campo na forte marcação dos volantes Cléber, Fernando Pires e Carlos Lima, e explorar a subida dos laterais. Pelas dificuldades encontradas em jogar em Vitória de Santo Antão, tem se tornado comum que as equipes trabalhem bastante as jogadas aéreas, justamente onde o calo alvinegro vem apertando.

No apito, Cláudio Mercante será o responsável por conduzir a partida. Nos dois últimos campeonatos, o árbitro foi suspenso pela FPF por marcações equivocadas, chegando a ser ameaçado de morte por torcedores em 2011. As reclamações contra o árbitro vão além da sua atuação nos gramados pernambucanos, sendo comuns críticas em partidas arbitradas por Mercante no Campeonato Brasileiro. Que não seja mais uma dificuldade que o Central tenha que enfrentar hoje.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Rapidinhas da Patativa

Folia de Momo
Por conta das festividades carnavalescas em nosso estado, o Campeonato Pernambucano terá uma pausa neste final de semana. A sétima rodada acontecerá apenas na quarta-feira de cinzas (13), onde o Central encara o sexto colocado Chã Grande, no Lacerdão. No domingo o grupo entra de folga, retornando aos trabalhos na segunda à tarde. Como já se tornou comum, o torcedor não deve se espantar se cruzar com algum atleta alvinegro pulando carnaval em Bezerros.

Arbitragem definida com novidade
Apesar dos dias de recesso do estadual, a FPF se adiantou e já divulgou a escala de árbitros para a sétima rodada. No jogo da Patativa, a novidade será a arbitragem de Deborah Cecília. Vale ficar de olho também em Gilberto Castro Júnior na partida entre Petrolina e Náutico, que interessa bastante para as pretensões centralinas de vaga na Copa do Brasil. Gilberto Castro Júnior costumeiramente faz arbitragens polêmicas a favor dos times da capital contra os clubes do interior. Foi ele o árbitro do escandaloso Central 0x1 Santa Cruz no Pernambucano 2011.

Escolinha reduzida
A temporada começou com mudanças na escolinha do Central Sport Club. Antes trabalhando com 200 garotos, a escolinha reduziu para 100 vagas em 2013. Além disso, os garotos agora treinarão apenas uma vez por semana, dadas as atividades dos profissionais no estádio Lacerdão durante o Pernambucano. Lamentável se notarmos que essa atitude acaba afastando muitos garotos, e futuros torcedores, do clube, pois é na escolinha que nasce a paixão de muitos jovens pela Patativa. A diretoria poderia analisar a possibilidade de que algumas aulas fossem ministradas fora do clube, como já aconteceu anteriormente.

Comunicação realiza promoções via Facebook
Se quando algo vai mal costumamos tecer criticas, devemos saber, também, exaltar os pontos positivos da gestão do clube. A Assessoria de Comunicação do Central vem promovendo ações que visam aumentar a interação entre clube e torcedor. No perfil Patativa Central no Facebook, a cada rodada acontece o sorteio de uma camisa do clube entre os acertadores do placar da partida. Na quarta rodada, tive a infelicidade de acertar que nossa Patativa não passaria de um empate em 1x1 contra o Belo Jardim. O Central deixou de ganhar dois pontos e eu ganhei a camisa. Deixo o meu muito obrigado aos membros da direção Saulo Lima e Lucivaldo, que providenciaram a entrega. Vale o torcedor ficar de olho nas ações do clube e participar.

Camisa confeccionada pela Garra, além de belo design, tem ótimo acabamento

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Central com novidades para a sexta rodada



O Pernambucano 2013 entra na sua sexta rodada do primeiro turno e, após folgar na rodada do fim de semana, a Patativa vai a campo logo mais as 20h para encarar a Fera Sertaneja, no estádio Luiz José de Lacerda. Além de uma semana decisiva para o futuro da equipe no campeonato, trata-se de uma semana de novidades para o alvinegro dentro e fora de campo.

Quem for ao Lacerdão na noite desta quarta (06), verá a estréia do técnico Ricardo Oliveira no comando da equipe. Mais que a mudança no banco, o Central vai a campo contra o Petrolina com modificações importantes em alguns setores. A defesa deixará de sofrer improvisações e terá Júlio César na lateral esquerda, enquanto que o bom marcador Paulo Vítor, que vinha fazendo a função, provavelmente formará a nova dupla de zaga ao lado de Gustavo. No meio, Cléber e Carlos Lima serão os volantes, e há a expectativa de que o meia Fabiano seja relacionado pela primeira vez. No ataque, o treinador ainda não revelou se entrará com Fumaça ou Jonathan Goiano ao lado de Luiz Carlos.

Fora de campo, mais novidades. A diretoria deve formalizar nos próximos dias um acordo com uma empresa que explorará a marca centralina, confeccionando e comercializando produtos do clube. Além da injeção de renda advinda dos royalties, o clube ganha maior projeção e visibilidade. Para o torcedor, mais opções de se vestir com as cores alvinegras. Falando em vestimenta, o torcedor sofre nesse início de temporada com o mesmo problema ocorrido em 2012: o atraso na chegada das camisas do clube nas lojas. O problema desta vez ocorre por desacordo com um dos patrocinadores. A diretoria estaria buscando um novo patrocinador para então iniciar as vendas dos novos materiais.

Em campo, as dificuldades do alvinegro deverão ser geográficas. Vai de Sobral a Jamaica. Cidade cearense à parte, em se tratando de arbitragem, o sobrenome Sobral faz o torcedor centralino lembrar da péssima atuação de Emerson Sobral na segunda rodada. Para hoje, Luiz Sobral será o árbitro. Se vier com a mesma má vontade do "xará", teremos dor de cabeça pela frente. Já a terra do reggae dá nome (na verdade apelido) ao bom volante da equipe do Petrolina. Se ainda tiver a mesma disposição dos tempos de Serrano, deverá complicar o trabalho dos nossos meias, Tallys e Luiz Fernando.

No mais, o torcedor espera que problema seja uma palavra fora do vocabulário da equipe na noite de hoje. O frágil time do Petrolina é lanterna da competição e até aqui não sabe o que é vitória. Na quarta colocação, o Central precisa vencer para recuperar posições. O Belo Jardim, terceiro colocado, folga na rodada e troca de posição com a Patativa em caso de vitória alvinegra. Nesse cenário, a torcida centralina deve comparecer em peso ao Lacerdão, na expectativa de uma vitória convincente, sem sustos como foi na última partida em casa, diante do Pesqueira.

Saudações alvinegras!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Se o Central perdeu, foi roubo!

Apesar da liderança, não deu para a Patativa
manter os 100% na competição.
Imagem: Jornal do Commercio
Um domingo de tragédias anunciadas. O Brasil acordou triste com a morte de centenas de jovens em uma boate em Santa Maria/RS. A Patativa entrou em campo com luto decretado pela fatalidade. Saiu de campo com duplo sofrimento e com motivos de sobra para decretar luto, também, pela arbitragem pernambucana. Se um amontoado de pessoas em um espaço fechado pode ser o cenário de uma tragédia, um amontoado de assopradores de apito, sem qualquer capacidade técnica, pode resultar em dor e prejuízo para muita gente. Não é caso de morte, mas preocupa.

Sebastião Rufino Filho protagonizou cenas já esperadas, com atuação confusa e displicente que influenciou diretamente no resultado da partida. A equipe contribuiu ao fazer um primeiro tempo apático e repetir os mesmos erros cometidos diante do Pesqueira na quarta-feira. Desta vez, porém, teve pela frente uma equipe que sabia como aproveitar as oportunidades. A sonolência dos volantes alvinegros, que tanto foi motivo de alerta aqui no blog, voltou a comprometer o desempenho da equipe. Como se não bastasse, a dupla de meias formada por Luiz Fernando e Tallys simplesmente não apareceu pro jogo. Pouco produtiva e sem nenhuma ação de marcação na saída de bola do Cangaceiro. Cangaceiro é a mascote da equipe do Serra Talhada, diferentemente do seu antecessor, Serrano, cuja mascote era um Jumento. 

Se um Jumento fosse, além da queda, teríamos levado coice. A nulidade do nosso meio campo fez a defesa não suportar a carga de contra ataques do Serra, além de fazer com que a bola não chegasse no ataque. Luiz Carlos, sem pique para buscar jogo no meio, e Jonathan Goiano, estreante que entrou totalmente por fora, pouco puderam fazer. Em uma falta cobrada por Kássio com apenas dois minutos de jogo, o Serra desceu para o vestiário em vantagem no placar. No segundo tempo, a saída do fraco lateral Vitor Vieira e a entrada de Júlio César deu um ritmo melhor à equipe. Diego Góis entrou e pouco mudou na frágil marcação alvinegra, contribuindo apenas com tentativas de chute de fora da área. Fumaça entrou, também na segunda etapa, e não conseguiu repetir as brilhantes atuações dos amistosos e da estréia contra o Porto. Quando começava a reagir na partida, a Patativa tomou um novo golpe quando Tiago Araújo cometeu pênalti. Kássio converteu e retardou a reação alvinegra, que viria a acordar apenas após os trinta minutos. Com dois gols de cabeça, Jonathan Goiano aos 32 e Júlio César aos 37, a Patativa voltava ao jogo.

Em dez minutos, o Central foi do céu da missão cumprida em trazer pontos do sertão, ao inferno da derrota. Nas brechas deixadas no meio-campo, o Serra Talhada contra-atacou e, aos 45 minutos, Negrete colocou o Serra na frente. Aos 47, a bola voltaria a balançar empatando novamente a partida, mas o tento alvinegro foi, equivocadamente, anulado, em mais uma intervenção irresponsável da arbitragem. No Rio Grande do Sul, lamentavelmente, sonhos morreram neste domingo trágico para nosso país. Em Serra Talhada, a Patativa foi abatida na forma covarde de sempre, mas a esperança do torcedor alvinegro não morre aqui. O Central continua líder com seis pontos, mesma pontuação do próprio Serra. E Sebastião Rufino, esse já está sendo chamado filho de outra coisa.

Resumo da partida:

Classificação e resultados:

Globoesporte.com