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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Central atropela o Serra enquanto autoridades atropelam o futebol

Artilheiro Johnathan comemora seu terceiro gol com a torcida e é expulso. Mais uma bola fora das
autoridades do nosso futebol.
Assim que entra no estádio, um jovem abre sua bandeira alvinegra, de cerca de um metro por um e meio. Antes da bola rolar, a alegria de um domingo de futebol é em parte desfeita por um homem de quepe e cassetete na cintura. A ordem é para recolher a bandeira.

Não adiantaria procurar motivos para a proibição da sólita bandeirinha. Não havia mastro, não havia dizeres ofensivos, apenas as cores alvinegras e o símbolo centralino erguido ao centro. Apenas o orgulho de ser centralino representado por alguns centímetros de pano.

O jogo começou e o Central se fez grande, jogou o futebol dos vencedores incontestes e levou seu torcedor a apoiar o time a cada jogada. Em um raro momento onde só há espaço para o amor no futebol, não houve tempo para críticas nesta tarde de domingo no Lacerdão.

Mais que a aplicação tática de cada equipe, hoje é preciso entender como o extra-campo tem minado a espontaneidade do futebol. Os três tentos marcados pela Patativa e os três pontos que reafirmaram o Glorioso na liderança do octogonal se tornaram detalhes.

Enquanto dentro de campo as equipes continuam lutando por títulos e classificações, fora dele federações e autoridades policiais cumprem o papel de adestrar os torcedores. Por enquanto, ainda se pode levantar e gritar, mas em pouco tempo isso deverá ser brutalmente retirado da cultura do torcedor.

Em pouco mais de um mês, Pernambuco será palco da Copa das Confederações, competição onde já não se pode fazer muita coisa. O torcedor deve assistir a partida obrigatoriamente sentado e entra outras coisas não poderá fumar, portar objetos como faixas e cartazes e, o pior, estará proibido de xingar jogadores e árbitros.

Imagine você, torcedor alvinegro, sendo proibido de desferir palavrões e xingamentos durante a partida. Um senhor que assistia o embate ontem entre Patativa e Cangaceiro perto de mim ficaria extremamente decepcionado. O futebol deixaria de ser a arte do sentimento espontâneo e passaria a ser um espetáculo morno e chato.

Este adestramento vai além das arquibancadas e invade as quatro linhas. Hoje o atleta polêmico e falastrão que agitava as rivalidades se tornou figura rara. O jogador precisa ser bom moço, bundão, apenas balançando a cabeça, sem questionar. Até a emoção de um gol é retirada inescrupulosamente do atacante.

Ontem Johnathan Silva acabou com o jogo. Balançou o capim três vezes, encostou na artilharia mesmo tendo feito um número menor de jogos no campeonato. Vem superando as adversidades e mostrando por que é diferenciado. No terceiro gol, um golaço, foi comemorar no alambrado com a galera, tomou o segundo amarelo e foi expulso. Saiu chorando, pediu desculpas.

Pois quem deveria pedir desculpas a esse jovem seria o árbitro Gilberto Castro Júnior, os tribunais e as federações pelos quatro cantos deste mundo onde a bola rola na relva. Desculpas a este jovem que não tem culpa de ser um craque, artilheiro nato, trabalhador, humilde. Todos deveriam sentir vergonha de assassinar a alegria de um garoto de 23 anos, no calor da emoção de quem decide uma partida.

O futebol fica em segundo plano sempre que "autoridades" aparecem mais que a bola e tentam, de alguma forma, acabar com a alegria do nosso esporte. A elitização do futebol passa necessariamente pela eliminação dos torcedores apaixonados, dando lugar a bobões que estão ali "pelo espetáculo". O que mais aconteceu na partida de ontem é apenas um detalhe. Estamos de luto pelo nosso bom e velho futebol.

domingo, 5 de maio de 2013

Central recebe o Serra para se aproximar da vaga na Série D

Vitória alvinegra deixará a Patativa perto da Série D e praticamente eliminará as chances do Serra
Os mais antigos se lembram do tempo em que ir ao Lacerdão e chupar laranja era quase que uma regra, seja para se refrescar do calor ou para acompanhar a pinga que ainda era permitida nos estádios. O tempo passou e muita coisa mudou nos costumes do torcedor alvinegro. 

Neste domingo, a Patativa terá a chance de relembrar os tempos em que deixava a laranja só no bagaço. A laranja de hoje é o Serra Talhada, adversário nesta quinta rodada do octogonal. No segundo turno, a Laranja Mecânica do Sertão veio a Caruaru e voltou amassada. No primeiro turno, porém, foi o Central quem voltou abatido após derrota no sertão pernambucano. Hoje é o dia do tira-teima.

Apenas dois pontos separam Central e Serra Talhada na tábua de classificação. Em comum, o objetivo de alcançar a vaga na Série D. A quinta rodada teve início ontem e com os resultados o Central, previamente, perdeu duas posições. Salgueiro e Pesqueira alcançaram a parte de cima da tabela com suas vitórias. Em caso de triunfo hoje diante do Cangaceiro, a Patativa volta à liderança. Uma derrota pode complicar o alvinegro, deixando-o na quinta colocação.

As duas equipes vão a campo hoje sentindo desfalques. Entre as dúvidas centralinas, a que deverá ser mais sentida é a ausência, a ser confirmada, do volante Cléber. Já o Serra Talhada perdeu os laterais Baiano, que já passou pela Patativa, e Altemar, ambos com contrato encerrado nesta semana.

Leivinha e Pedro Manta se enfrentaram há dois meses, pela quarta rodada do segundo turno. Na ocasião, Leivinha ainda treinava a equipe do Belo Jardim e conseguiu um empate por 2x2 jogando em Serra Talhada. O esquema utilizado por Leivinha era o mesmo 3-5-2 aplicado hoje na Patativa.

Para vencer o esquema do adversário, Manta vem a Caruaru com uma equipe que aposta na bola parada para surpreender. O zagueiro Alisson fará o papel de uma falso lateral esquerdo e dará espaço para que Kássio e Enercino se alternem pelos lados do campo. Leivinha aposta no bloqueio deste setor, jogando com três zagueiros e dois volantes, para inibir o bom futebol da dupla adversária. 

Na frente, Johnathan Silva volta com a missão de, mais uma vez, decidir a favor do alvinegro. É a esperança de grandes gols dentro de campo, já que no extra-campo a direção tem insistido em fazer gol contra. Mais uma vez os atletas terão que superar as adversidades dentro do próprio clube e provar que a vaga virá na força de vontade do grupo, pois se depender de promessa de político, não vai ter laranja pra ninguém. 

Avante Patativa!

sexta-feira, 15 de março de 2013

Central 2x1 Serra Talhada: vencendo na raça

Alvinegro superou dificuldades e voltou a vencer após quatro rodadas. Foto: Giro dos Esportes
Nada como uma sequência negativa para que tudo se transforme em drama no Luiz Lacerda e os torcedores de ocasião sumam. Ontem tivemos o menor público do ano no Monumental, mas os 4.301 torcedores (público divulgado oficialmente) foram ao estádio dispostos a apoiar o tempo todo. Até mesmo nos erros o apoio se fazia presente.

É na dificuldade que a Patativa se engrandece, e o apoio incondicional do torcedor, somado ao comprometimento sem igual do grupo, foi o combustível de uma vitória suada, superando as dificuldades de uma arbitragem horrorosa. Como é incompetente esse Gleydson Leite!

O primeiro tempo poderia ter terminado com uma vantagem além do 1x0 no placar, marcado de pênalti por André Nunes. O alvinegro abusou de perder gols e acabou tornando o jogo dramático no segundo tempo após tomar o gol de empate. E que fique destacado o absurdo deste gol. Os próprios jogadores do Serra demoraram a comemorar e o bandeira não sabia se corria para o meio ou marcava a claríssima irregularidade.

O interino Fabiano Lima demonstrou serenidade e mexeu na equipe de forma perfeita na segunda etapa. Tirou Luiz Fernando, muito esforçado mas com pouco ritmo, e colocou Jorge Luiz, o homem que daria números finais à partida. Mais uma vez, brilhou a estrela de Jorge Luiz e brilhou o espírito de luta do grupo, que, coincidentemente ou não, voltou de uma hora pra outra.

Antes da partida, Fabiano falava do comprometimento da equipe nos trabalhos ao longo da semana. Foi o que a torcida viu em campo. Um time aguerrido, jogando muito, buscando a todo custo a vitória, selando a união na comemoração do segundo gol, com todos abraçando Fabiano. O Central acordou e agora está na briga pelo G4. Apesar da nona colocação assustar, são apenas 2 pontos da zona de classificação.

No domingo, teremos Clássico da Sulanca contra o Ypiranga. O jogo é vital para as duas equipes se manterem vivas na briga. Vai pegar fogo. No banco alvinegro, o novo treinador já estará presente. Mas a julgar pelo que vimos na noite de ontem no Lacerdão, muitas o futebol exige que se faça o simples. Melhor que apostar em quem nunca ganhou nada, seria deixar do jeito que está. Me desculpe, Leivinha, eu sou mais o Fabiano.

Novo técnico contratado

Contratação de Leivinha foi bastante questionada pela torcida
O conclave para escolha do Papa começou coladinho com a demissão de Ricardo Oliveira. O Vaticano tinha um prazo de 30 dias para apresentar o novo pontífice, e conseguiu ser mais rápido que a diretoria centralina. "O cara" deles saiu primeiro, e o nosso não saiu. Não, Leivinha não é "o cara".

Após muitos rumores, a diretoria confirmou que estava contratando um técnico já empregado em Pernambuco. As especulações, portanto, se voltaram para Humberto Santos, Maurílio Silva e Edson Leivinha. A escolha foi por Leivinha, que deixou o comando do Belo Jardim na lanterna do segundo turno. A julgar pela reação de boa parte da torcida, era o nome menos querido.

Leivinha já passou anteriormente pela Patativa e não teve um aproveitamento convincente. No currículo, nenhuma conquista, no estilo, nenhuma vibração. Se a intenção da direção era dar uma sacudida no elenco, não vai rolar. Leivinha tem um perfil muito mais característico dos cardeais do que do mundo do futebol.

Leivinha traz o auxiliar Lima
O novo técnico alvinegro traz seu auxiliar. O ex-zagueiro Lima tem se destacado ao lado de Leivinha, com boa leitura de jogo e bom relacionamento com os atletas, foi importantíssimo no bom início de Pernambucano do Belo Jardim. A chegada de Lima coloca em dúvida a função de Fabiano daqui pra frente. O então auxiliar, que tinha a vantagem de conhecer o grupo melhor que qualquer um, agora parece que vai ficar escanteado. Mais uma bola fora, pra variar.

Confira os melhores momentos da vitória alvinegra. A reportagem é da TV Replay:


quinta-feira, 14 de março de 2013

O jogo da reação

Patativa enfrenta o cangaceiro pela quarta vez na história para empatar o retrospecto.
São duas vitórias do Serra contra uma do Central
Vencer nessa quarta-feira será vital para o alvinegro caruaruense. Para se manter firme na briga por uma das vagas no G4 do Pernambucano, o Central precisará não tomar conhecimento do Serra na noite de hoje e conseguir a tão esperada vitória, que não vem há quatro jogos.

Do outro lado, a sequência do Serra também não é das melhores. Com um empate e uma derrota nos dois últimos jogos, a equipe sertaneja precisa vencer, já que a derrota fará a Patativa encostar nos mesmos 7 pontos que acumula até aqui. A vitória nos colocaria pelo menos na oitava posição na tabela, dois pontos distante do G4. Isso se o Ypiranga não vencer o Belo Jardim hoje, jogando fora de casa.

Para a partida, o Serra ainda não tem esquema definido. Pode entrar no tradicional 4-4-2 com Junior Ferrim e Cristiano Sergipano na frente ou no 4-5-1 com a saída de Sergipano para a entrada de Jameson. Para quebrar o esquema do cangaceiro, o interino Fabiano Lima vai colocar a Patativa em campo no tradicional 4-4-2, repetindo o time que iniciou contra o Santa Cruz na última rodada.

No primeiro turno, o Central perdeu no sertão graças a um gol mal anulado no fim da partida. Hoje devemos ter mais uma disputa truncada entre as duas equipes, como foi na segunda rodada do primeiro turno. A expectativa não é de bom público no Lacerdão, tanto pela má campanha neste segundo turno quanto pela falta de sensibilidade da diretoria em entender que o momento é de motivar o torcedor a ir ao estádio, praticando preços mais acessíveis na bilheteria.

No trio de arbitragem, destaque para a dupla de bandeirinhas, que será formada por Jossemmar Diniz e seu filho Jean Marcel, que atuarão juntos pela primeira vez. Há poucos dias, o experiente Jossemmar anunciou que encerrará a carreira ao fim do estadual.

As dificuldades são as de sempre, nada que a Patativa não esteja acostumada a enfrentar. A bola precisa voltar a entrar hoje no Lacerdão e o apoio da fiel torcida centralina, aquela que apoia independente da fase, será de crucial importância para reavivar nossas esperanças no campeonato e encher de ânimo nossa equipe.

Avante Patativa, hoje é vencer ou vencer!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

PE 2013 Segundo turno: quem pode surpreender

Nas partidas em que a Patativa enfrenta as demais equipes interioranas em Caruaru, é notável a vontade a mais que os adversários impõem no Lacerdão. Todos querem se destacar e chamar a atenção no nosso gramado. Por isso, é comum que a imprensa encha a bola de alguns atletas e, consequentemente, estes  venham a vestir nossa camisa posteriormente. 

Como se sabe, a maioria chega aqui e treme. Acostumados aos campos de peladas com públicos na casa das centenas, acabam sentindo jogar no Lacerdão repleto de alvinegros colocando uma pressão fora do comum na equipe. É quando percebemos que o futebol vistoso que o trouxe até aqui não existe. 

Nesse primeiro turno, alguns já mostraram certo valor. Nem todos, porém, com condições de vestir a camisa alvinegra. O Blog faz uma análise de quem realmente vale a pena observar nesse segundo turno entre os outros oito times do interior. Com a vaga na Série D chegando, precisaremos de um grupo forte no segundo semestre e não custa garimpar o que há de bom por aqui.

Meia Yannick é o grande
destaque do Belo Jardim
Belo Jardim: o calango do agreste solidificou seu terceiro lugar no primeiro turno na força da defesa. Ao lado da Patativa, foi a melhor da campeonato tomando apenas seis gols. O setor defensivo merece atenção por conta dos eficientes Eduardo Erê e Alenílson, além do bom e velho Júnior Maranhão. Na frente, o jogador a ser observado com atenção nesse segundo turno é o camisa 10 Yannick, de 24 anos. Formado na base do Corinthians/SP, teve passagens por Sporting (POR), Juventude e Grêmio Barueri. Além da técnica, tem ótimo preparo físico. Seu contrato com o Belo Jardim vai até dezembro. O atacante André Recife foi um dos vice artilheiros do turno com 3 gols e também merece destaque.

Chã Grande: estreante no Pernambucano, não vem com grandes revelações para o campeonato. Aposta em figuras carimbadas como Bia, Marcos Mendes, Jaíldo e o goleiro Davi. Destaque para os laterais Celso e Jaime. Celso já vestiu a camisa da Patativa, estreou pelo Chã na sétima rodada do primeiro turno, justamente aqui no Lacerdão, e nos mostrou que ainda tem qualidade. Jaime é veloz e sobe bem ao ataque, foi revelado na base do Náutico, rodou por vários clubes do interior do Nordeste e esteve na boa campanha do Ypiranga no ano passado. O clube se reforçou com o atacante Cláudio, que veio do futebol paraibano, porém não se trata do mesmo que vestiu o manto alvinegro.

Jonathan Baloteli: jogador é mais
folclórico do que bom atacante
Pesqueira: também vem com nomes conhecidos que já passaram pelo gramado do Lacerdão, além do técnico Humberto Santos que foi zagueiro da Patativa, conta com o zagueiro Stanley, o meia Laércio e o atacante Théo. Na segunda rodada do primeiro turno, o atacante Jonathan Baloteli foi o destaque do time que enfrentou o Central e chamou a atenção da imprensa. Com muito ciscado, bola na rede que é bom ninguém viu. O jogador passou em branco no primeiro turno e parece mais um típico caso de jogador que só engana nos pequenos.

Porto: o modesto clube de empresário de Caruaru vai de mal a pior. Aposta nos nomes de sempre como Vágner Rosa e Joélson. No primeiro turno, a equipe fez apenas um mísero gol, justamente com Joélson, jogador de qualidade já conhecida. No mais, o único que merece atenção especial é o rápido meia Jefferson Renan.

Hugo nos tempo de Santa
Cruz: vale a pena observar
o zagueiro do Ypiranga
Ypiranga: com dificuldades financeiras, fez modestas contratações para a temporada. Chegou a anunciar o atacante Neto Alagoano durante a semana, mas tomou um balão do jogador, que foi para o Comercial de Alagoas. Entre os destaques da equipe, merece atenção o zagueiro Hugo. Revelado no Santa Cruz e com passagens pelo futebol paulista e pelo Vasco, 24 anos, canhoto, é dono de um técnica excelente para um zagueiro e chegou as ser chamado de novo Ricardo Rocha quando surgiu em 2006. O contrato do atleta termina em maio.

Petrolina: dificilmente escapa do rebaixamento e já é dado como morto por muitos. Inclusive seu próprio torcedor. Apenas 410 torcedores foram ao estádio Paulo Coelho na última rodada do primeiro turno, quando a equipe perdeu para o Chã Grande. Também enfrentando sérios problemas financeiros, montou uma equipe basicamente com jovens da região. O meia Allan é o principal jogador, mas é muito difícil que algum jogador se destaque a ponto de ter condições de vestir uma camisa maior.

Salgueiro: o time já é conhecido pela base que vem mantendo nas últimas temporadas. A equipe se sustenta em seu setor de meio-campo, com os eficientes Moreilândia e Vítor Caicó na contenção e o rápido Clébson, que foi revelado na Patativa, na armação. O zagueiro Ricardo Brás, mau caráter que chegou a acertar com o Central na pré-temporada, também vem atuando bem pelo clube da modesta e simpática Salgueiro.

Otacílio esteve no time do Ypiranga
que surpreendeu ano passado. Jogador
se destaca pelo forte chute.
Serra Talhada: a equipe começou bem o primeiro turno, mas depois oscilou e não conseguiu acompanhar os líderes. O ritmo é dado pela dupla de meias, formada por Kássio, 24 anos, revelado no Sport, e Otacílio, 29 anos, revelado no Santa Cruz. Kássio esteve no grupo do Sport que foi campeão da Copa do Brasil em 2008. Otacílio foi revelado em 2003 e participou do Santa Cruz que foi campeão Pernambucano em 2005 e que conseguiu o acesso para a Série A. Juntos fizeram 5 gols no primeiro turno. O contrato dos dois atletas vai até maio.


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Patativa folga na rodada e perde duas posições

O fim de semana foi de folga para a equipe centralina no Pernambucano 2013. Sem a chance de pontuar na rodada, a Patativa permanece com 7 pontos em 4 jogos disputados e um aproveitamento de 58,3%. Em seis pontos disputados nas duas últimas rodadas, o alvinegro somou apenas 1 ponto no empate diante do Belo Jardim e abriu margem para que os adversários pudessem reagir na competição. Agora, o Central, que era vice-líder no início da rodada, ocupa a 4ª colocação, atrás do líder Serra Talhada e de Náutico e Belo Jardim, que avançaram na classificação. Além disso, o Pesqueira também venceu e chegou aos mesmos 7 pontos do Central, ficando atrás pelo critério do saldo de gols.

O detalhe é que a Patativa disputou quatro jogos, enquanto que Serra Talhada, Belo Jardim e Pesqueira possuem um jogo a mais. Na próxima rodada, Serra Talhada e Náutico se enfrentam pela liderança, enquanto que o Belo Jardim folga e poderá perder posições caso Central e Pesqueira vençam seus jogos. Vencendo o Petrolina, o alvinegro garantiria, no mínimo, o terceiro lugar. Caso o Serra surpreenda o Náutico, em Recife, o Central pode até terminar a rodada na vice liderança, empatado em número de pontos com a equipe alvirrubra. Porém, essa seria uma combinação bastante improvável. O Serra Talhada folgará apenas na nona e última rodada da primeira fase. Uma rodada antes, Náutico e Central se enfrentam nos Aflitos e poderão protagonizar o que seria uma decisão antecipada do primeiro turno.

Classificação e resultados da rodada:

Globoesporte.com

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Lances de Serra Talhada 3x2 Central

Confira a matéria da TV Jornal sobre a partida deste domingo, pela terceira rodada do Campeonato Pernambucano 2013, no estádio Pereirão, em Serra Talhada. O próximo compromisso da Patativa é nesta quarta-feira diante do Belo Jardim, também fora de casa, no estádio Sesc Mendonção.




domingo, 27 de janeiro de 2013

Se o Central perdeu, foi roubo!

Apesar da liderança, não deu para a Patativa
manter os 100% na competição.
Imagem: Jornal do Commercio
Um domingo de tragédias anunciadas. O Brasil acordou triste com a morte de centenas de jovens em uma boate em Santa Maria/RS. A Patativa entrou em campo com luto decretado pela fatalidade. Saiu de campo com duplo sofrimento e com motivos de sobra para decretar luto, também, pela arbitragem pernambucana. Se um amontoado de pessoas em um espaço fechado pode ser o cenário de uma tragédia, um amontoado de assopradores de apito, sem qualquer capacidade técnica, pode resultar em dor e prejuízo para muita gente. Não é caso de morte, mas preocupa.

Sebastião Rufino Filho protagonizou cenas já esperadas, com atuação confusa e displicente que influenciou diretamente no resultado da partida. A equipe contribuiu ao fazer um primeiro tempo apático e repetir os mesmos erros cometidos diante do Pesqueira na quarta-feira. Desta vez, porém, teve pela frente uma equipe que sabia como aproveitar as oportunidades. A sonolência dos volantes alvinegros, que tanto foi motivo de alerta aqui no blog, voltou a comprometer o desempenho da equipe. Como se não bastasse, a dupla de meias formada por Luiz Fernando e Tallys simplesmente não apareceu pro jogo. Pouco produtiva e sem nenhuma ação de marcação na saída de bola do Cangaceiro. Cangaceiro é a mascote da equipe do Serra Talhada, diferentemente do seu antecessor, Serrano, cuja mascote era um Jumento. 

Se um Jumento fosse, além da queda, teríamos levado coice. A nulidade do nosso meio campo fez a defesa não suportar a carga de contra ataques do Serra, além de fazer com que a bola não chegasse no ataque. Luiz Carlos, sem pique para buscar jogo no meio, e Jonathan Goiano, estreante que entrou totalmente por fora, pouco puderam fazer. Em uma falta cobrada por Kássio com apenas dois minutos de jogo, o Serra desceu para o vestiário em vantagem no placar. No segundo tempo, a saída do fraco lateral Vitor Vieira e a entrada de Júlio César deu um ritmo melhor à equipe. Diego Góis entrou e pouco mudou na frágil marcação alvinegra, contribuindo apenas com tentativas de chute de fora da área. Fumaça entrou, também na segunda etapa, e não conseguiu repetir as brilhantes atuações dos amistosos e da estréia contra o Porto. Quando começava a reagir na partida, a Patativa tomou um novo golpe quando Tiago Araújo cometeu pênalti. Kássio converteu e retardou a reação alvinegra, que viria a acordar apenas após os trinta minutos. Com dois gols de cabeça, Jonathan Goiano aos 32 e Júlio César aos 37, a Patativa voltava ao jogo.

Em dez minutos, o Central foi do céu da missão cumprida em trazer pontos do sertão, ao inferno da derrota. Nas brechas deixadas no meio-campo, o Serra Talhada contra-atacou e, aos 45 minutos, Negrete colocou o Serra na frente. Aos 47, a bola voltaria a balançar empatando novamente a partida, mas o tento alvinegro foi, equivocadamente, anulado, em mais uma intervenção irresponsável da arbitragem. No Rio Grande do Sul, lamentavelmente, sonhos morreram neste domingo trágico para nosso país. Em Serra Talhada, a Patativa foi abatida na forma covarde de sempre, mas a esperança do torcedor alvinegro não morre aqui. O Central continua líder com seis pontos, mesma pontuação do próprio Serra. E Sebastião Rufino, esse já está sendo chamado filho de outra coisa.

Resumo da partida:

Classificação e resultados:

Globoesporte.com

Patativa querendo embalar no Sertão

É uma pena que, na matemática da bola, não haja lógica alguma. Se houvesse, o torcedor alvinegro teria motivos a mais para comemorar. A Patativa entra em campo daqui a pouco na cidade de Serra Talhada para enfrentar a representatividade local pela terceira rodada do Campeonato Pernambucano. Uma vitória consolida a liderança do Central, que caminhará a passos largos para conquistar o primeiro turno e garantir uma vaga na Copa do Brasil 2014. Porém, o retrospecto da temporada, do ponto de vista lógico, já garante ao torcedor centralista o direito de comemorar antecipadamente.

Neste Pernambucano, a Patativa começou vencendo o Porto, que na segunda rodada venceu o Petrolina. Nossa segunda vitória veio diante da equipe do Pesqueira, que na primeira rodada havia vencido o Belo Jardim. O Serra Talhada, nosso adversário de hoje, perdeu para o mesmo Belo Jardim na última quarta-feira. Ainda nos amistosos da pré-temporada, vencemos o Campinense/PB em casa e perdemos na Paraíba, impondo um futebol valente. O mesmo Campinense/PB que, no meio da semana, venceu o Santa Cruz por 3x0, em partida válida pela Copa do Nordeste. Também em amistoso de pré-temporada, o Santa Cruz goleou o Chã Grande por 5x0. Chã Grande que empatou suas duas primeiras partidas neste Pernambucano, contra Ypiranga e Náutico.

Analisando o retrospecto dos nossos adversários neste primeiro turno, é possível notar uma superioridade centralina se cruzarmos os resultados de cada equipe. Ah, se esse negócio de lógica tivesse lógica! A essa altura já poderíamos encomendar a faixa e pendurar no peito. É bem verdade que, se existesse lógica no futebol, não teria treinador por aí inventando rodízio de goleiro. Mais uma vez, o Central entra em campo com uma modificação no gol: Juninho retorna no lugar de Rodrigão para enfrentar o Cangaceiro hoje no calor escaldante do sertão pernambucano. Se em time que está ganhando não se mexe, a lógica pode voltar a nos trair nesta tarde de domingo. Apesar do bom futebol que a equipe vem apresentando atuando no atual esquema, há a possibilidade de Marcelo Rocha modificar a equipe para um esquema de três zagueiros, com a entrada de Ricardo Purcino no lugar de um dos meias. Outra alteração na equipe deverá ficar por conta da saída de Luiz Carlos, com problemas lombares. No seu lugar entra Andrezinho, artilheiro no futebol do Centro-Oeste que terá a oportunidade de mostrar em terras pernambucanas seu faro de gol.

Central e Serra se enfrentaram duas vezes
em 2012, com uma vitória para cada lado.
Na última rodada, Marcelo modificou o meio de forma semelhante no intervalo de jogo, tirando o meia Luiz Fernando e, na ocasião, colocando o lateral Romero. Tallys sentiu a carência de um companheiro de setor e, sozinho na criação, pouco fez. Sem opções para trabalhar as tabelas que fizeram a equipe golear o Porto na primeira rodada, nosso camisa dez insistiu em jogadas individuais e esbarrou na forte marcação do Pesqueira. Com a falta de uma peça no meio de campo hoje, a conta pode sair mais cara. Diferente do adversário de quarta, o Serra Talhada tem um setor  de meio muito mais perigoso. Um dos homens de criação do Cangaceiro, Otacílio, é um dos artilheiros do Pernambucano e tem como características o forte chute de fora da área e a velocidade nas arrancadas. Deve dar trabalho para o dorminhoco Fernando Pires.

Além do futebol jogado pelas duas equipes, a arbitragem merecerá atenção especial neste domingo. Em campo, herdeiros de apito de figuras nada unânimes do nosso futebol. Estará com o apito Sebastião Rufino Filho, filho de quem é, que herdou até a capacidade de ser bastante criticado apitando partidas da Patativa. O quarto árbitro será Wildstar Mendonça, filho de Wilson de Souza Mendonça. De berço, as piores referências possíveis. Ainda no campo arbitral, o treinador Marcelo Rocha foi expulso no final da vitória diante do Pesqueira. Apesar disso, estará comandando a equipe no banco hoje em Serra Talhada. O regulamento não faz menção à necessidade de cumprimento de suspensão, que, segundo informações, só seria estabelecida após julgamento. No mínimo sem lógica. Mas, infelizmente, esse negócio de lógica, no futebol, não tem lógica não.