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terça-feira, 5 de março de 2013

Há males que vêm para o bem

Patativa lutou mas não conseguiu parar o adversário (Imagem: Pernambuco Press)

Perder ajuda? Nunca. Mas se é verdade que devemos tentar tirar algo de positivo de qualquer situação, as duas decepções da última semana podem contribuir com a Patativa, ao menos nas arquibancadas. Após a derrota frustrante para o fraco Petrolina no meio da semana, a expectativa era de que o grupo conseguisse manter os 100% de aproveitamento em casa e, de quebra, acabar com o tabu de 11 anos sem vencer o Sport jogando em Caruaru.

As duas equipes protagonizaram um primeiro tempo de muita disputa, explorando as jogadas em velocidade pelas laterais. Apesar das chances criadas por ambas as equipes, o placar zerado do primeiro tempo foi o retrato de duas equipes que pecam bastante nas finalizações. No segundo tempo, o desgaste da equipe pela longa viagem à Petrolina definiu os rumos do jogo. O Sport aproveitou, chegou e venceu. (Veja a análise dos lances AQUI)

Bastou o jogo acabar para que as críticas viessem de parte dos "torcedores", seja aos gritos nas arquibancadas, nas rádios ou até nas redes sociais. Com 8 rodadas restantes para o término da fase atual, já há quem queira, absurdamente, minguar nossas chances de alcançar a vaga para a Série D. Aos observarmos os autores das críticas, notamos um fato que se repete: pessoas divididas entre um clube da capital e o Central Sport Club. 

São os oportunistas, os torcedores de ocasião. Basta uma boa sequência de vitórias para que eles surjam no estádio, vistam a camisa, gritem o orgulho pela Patativa. Pessoas fracas de cabeça e de valores. Que se consomem de vontade de torcer pelo time de sua terra, mas se vendem por troféus e conquistas que em nada representam o real espírito do futebol.

E o qual a relação desses hipócritas com o resultado dos dois últimos jogos? Dificilmente eles voltarão a ser vistos no Luiz Lacerda nas próximas rodadas. Com a mesma velocidade que surgem, somem nos primeiros tropeços, com a fraqueza típica de quem não faz e nunca fará parte da legítima e fiel torcida centralina.

A partir de agora, serão dois jogos fora de casa (Chã Grande e Santa Cruz), com a Patativa somente voltando à jogar no Lacerdão no dia 13, contra o Serra Talhada. Independente dos resultados das duas próximas partidas, fiquem em casa, senhores fariseus. Vocês enojam nosso Monumental e sujam a camisa alvinegra. Deixem o CENTRAL para os CENTRALISTAS e procurem seus respectivos blocos.

Passar bem!

domingo, 3 de março de 2013

Domingo de gritos e bandeiras

Movimento Coração Alvinegro levou uma linda festa para o estádio em 2011: exemplo para o torcedor centralino voltar a fazer bonito nas arquibancadas
Há 11 anos sem vencer o Sport jogando em casa, o torcedor alvinegro pode dizer que agora vai. Após três anos batendo na trave, jogando bem mas vendo a chance escapar sempre em pênaltis desperdiçados, o time ajustado de 2013 comandado por Ricardo Oliveira parece ter a maturidade necessária para entrar em campo e quebrar mais um tabu. Depois de conseguir uma vitória nos Aflitos no primeiro turno, coisa que não acontecia desde 2004, chegou a hora do Sport voltar a dançar forró em Caruaru.

A equipe entra com alterações, como a saída forçada de Johnathan Goiano, lesionado, e as opções para  o setor esquerdo da defesa, com Júlio César voltando a ficar à disposição e Jean Batista podendo fazer sua estreia. Mas o grande reforço será mesmo o da torcida centralina. Após jogar distante da Capital do Agreste no meio de semana, o time vai voltar a contar com o apoio do torcedor, que será imprescindível para um confronto tão difícil e importante para as pretensões da Patativa no Pernambucano.

Com o veto às organizadas também em Caruaru, o torcedor fica responsável por promover uma mobilização geral. Não se pode entrar com materiais que identifiquem torcidas, tampouco com charangas e instrumentos, mas aproveitem que ainda estamos liberados para entrar com camisa, gogó e palmas, sabe-se lá quando vão tentar proibir isso também. 

O tobogã deverá receber um bom número de desocupados da capital e de imbecis sem pai nem mãe do interior para torcer pelo adversário. Portanto, nosso apoio irrestrito é essencial. Esqueçamos o circo armado no treinamento da sexta-feira, esqueçamos os protestos que em nada vão ajudar a bola a entrar. Levem seus gritos ao estádio, cantem para o time, substituam as baterias das organizadas pelas palmas, vamos pra cima no grito!

E com a camisa alvinegra no peito, é claro, convoco a torcida centralina a ir ao Luiz Lacerda em posse de suas bandeiras e fazer uma festa linda para o time. Houve quem falasse em tentativa da Polícia Militar em barrar a entrada delas, mas não acredito em uma atitude tão abusiva e equivocada. Não devemos nos intimidar, pelo contrário, devemos lutar pelo nosso direito de fazer uma festa bonita e sadia para a nossa equipe.

É hora de tirar a pedra do sapato alvinegro. E mais que os onze guerreiros em campo, precisaremos de milhares incansáveis nas arquibancadas mostrando que Caruaru tem dono e tem time pra torcer. No peito, na raça, no grito e nas palmas, AVANTE PATATIVA!

Até a vitória!